
Quando eu entrei no jogo, as regras já estavam estipuladas.
Nem me perguntaram se eu queria jogar.
Foram me enfiando na brincadeira e dizendo uma série de castigos que eu receberia se contrariasse essas regras. Isso é certo e isso é errado. Isso vale e isso não vale.
Ninguém nunca me perguntou nada. Não perguntaram se estava bom assim ou assado. Foram me enfiando garganta abaixo regras que comecei a achar absurdas.
São as famigeradas “normas” da sociedade.
As regras do “Jogo”.
“Se você fizer isto as pessoas vão pensar aquilo de você. Se você vestir isto, vão achar que você é aquilo. Se experimentar aquilo vão te obrigar a fazer isto.”
Mas eram relações de causa e efeito no mínimo absurdas.
Eu não conseguia entender por que o modo de se vestir, pensar ou agir de uma pessoa deveria me fazer ter por ela a mesma opinião que os outros têm.
E como eu não participava muito bem da brincadeira começaram a me excluir do jogo.
E agora me chamam de anti-social.
E é triste, sabe.
É uma vida solitária esta de anti-social.
É como brincar sozinho. O tempo todo.
Um comentário:
Ah...então isso que é o Jogo?
Gostei!
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